O Ídolos está um programa extremamente morno. Falta-lhe mais emoção. Era suposto estar a tornar-se um bocadinho mais sério, mais empolgante, mais maduro, ou fui só eu hoje que acordei com as ideias trocadas? A verdade é que já começo a duvidar da aposta para a apresentação deste programa… Os momentos em que os candidatos não estão a cantar não têm emoção, piada, seja o que for… É insosso. Tem momentos como a Carolina dizia “piiiiii”, em que nem sabemos o que dizer ou o que pensar, quase vazios. Impressionante como ainda teve mais erros do que a semana passada! O que vale existe um vídeozito aqui e ali bem editado, com o Manzarra muito cómico para quebrar e as prestações dos concorrentes. É que mesmo o momento das “expulsões” (ai que palavra dura, mas não consegui engendrar outra) que normalmente serve para apimentar a coisa desta vez foi morníssimo.
Também, 1 minuto de música continua a ser muito pouco, e achei verdadeiramente ridículo o pré-resumo. Tudo bem que queiram votos (chamadinhas!), mas quebrar o efeito surpresa desde o início, que mal feito! E sem a prestação ao vivo e completa, os julgamentos do público (leiam-se votos) nunca serão completamente isentos do que foram as prestações anteriores dos candidatos e da popularidade que foram ganhando (ou não) nos castings.
Sem mais demoras, segue o julgamento dos concorrentes, por ordem de actuação no programa.
Carlos Costa: o “Mogli” escolheu uma música com dinâmica para fazer uma grande prestação ao melhor estilo “pulga eléctrica” que já o caracteriza, embora mais contido que na semana passada. Resultado? Brilhante. Uma das melhores prestações da noite na minha opinião. Tem postura e look de estrela. E a voz dele, que em certas alturas achei que era banal e não me cativava, hoje teve toques que achei super criativos e interessantes. A verdade é que tem somado pontos na minha conta a cada gala. O palco é claramente a casa dele!
Mariana Tavares: Depois da última gala esperava mais desta candidata. A candura mantém-se, mas não arrepiou, não me convenceu… E sim, como já aqui comentaram, talvez o tema não tenha ajudado. É positivo o toque pessoal que tenta sempre imprimir às músicas, mas recuou na minha opinião. Achei sinceramente que desta vez seria uma das candidatas que ficaria na “corda bamba”. Espero que no próximo programa mostre que realmente tem lugar no Ídolos.
Solange Hilário: Ao contrário de muita gente que achava que esta era uma grande música que faria a Solange brilhar, eu duvidei. E de facto não foi o estrondo que seria de esperar desta concorrente. Gostei do look, muito à Taís Araújo na nova novela da SIC, e não restam dúvidas que a Solange tem voz para qualquer coisa, mas, de facto, a música não a favoreceu. O tema exigia mais maturidade dramática e teatralidade (existe esta palavra?) na minha opinião. Ainda assim, assumo que posso exigir esta maturidade e teatralidade porque estou contaminada com a veterana e fantástica Meryl Streep a entregar-se, como actriz que é, a esta música cheia de emoção no “Mamma Mia”. Claro que em termos de voz a Solange bate a querida Meryl aos pontos! Resumindo, concordo com o júri, não foi a melhor prestação da Solange.
Carolina Torres: Tema poderosíssimo. Eu reflecti: ou corre muito mal ou faz um brilharete outra vez. O júri achou que foi um brilharete. Mas na minha conta, desceu uns bons pontitos relativamente à última gala. Embora com a personalidade e descontracção do costume, ai, ai, este tema era arriscadíssimo! Acho sinceramente que ela desta vez deu um passito maior do que as pernas. A actuação teve bons momentos mas que, no geral, não foram suficientes para apagar uma prestação que acabou por deixar a desejar para quem como eu tinha em mente o tema original, e se recordava do que ela fez com o “Respect”. A voz dela não me cativou tanto…
Salvador Sobral: O Salvador foi apontado em algumas revistas como o concorrente mais votado da semana passada, e eu pergunto a quem me lê: foi mesmo? Como é que sabemos isso? Não me parece que no próprio programa tenha existido alguma indicação explícita acerca disto. Questões logísticas à parte, a música que o Salvador escolheu para esta gala, sem ser de uma dificuldade arrasadora, é, na minha opinião, a cara dele! Conhecendo a música, antecipava uma grande actuação, muito cool e com muito swing, e claro, ainda que não verbalmente, com uma declaração pública à namorada. Se para alguns este comentário parece não ter nada a ver com o que aqui devia escrever, a verdade é que o rapaz tem-se desdobrado em declarações à namorada nos mais diversos meios sociais. É bonito de se ver, as declarações são espontâneas (“Foi a cantar que eu a engatei”) e têm alguma piada, mas Salvador, tem lá calma (até porque se fosse eu a tua namorada não ia apreciar nada o termo “engatar” =P). Eu sei que as revistas gostam de discutir não apenas a qualidade dos concorrentes, mas sobretudo a VIDA dos concorrentes, por isso acho melhor que ponhas travão antes que sejas mais conhecido pela tua vida, do que pelas tuas qualidades musicais! Quanto a estas, foram como eu antecipava: bem! Resta comentar que é muito interessante em palco, tal como o Carlos, mas o Salvador ainda não o domina completamente, ainda estará numa fase de experimentação (e a declaração não verbal caso que aposto que houve! Repararam que ele apontou enquanto dizia “There goes my baby”?).
Inês Laranjeira: É verdade. Todos nós vemos os Ídolos mais por uns concorrentes do que por outros. Em consequência, grande parte de nós certamente já disse algo semelhante a “Se ele/ela sair, o programa acaba para mim”. E não, não estou prestes a confessar que esta é a minha candidata favorita (apesar de declarar aqui abertamente que, para já, faz parte do leque dos favoritos), estou prestes sim a contar que numa das minhas incursões pela blogosfera, descobri que esta é a candidata que deixa a autora do famoso blog “A Pipoca Mais Doce” rendida, tendo ela manifestado que se esta concorrente não ganhar o Ídolos sempre poderá ir cantar ao seu casório! Esta é a prova que embora o Ídolos não faça carreiras, é certamente uma forma de alminhas desconhecidas se darem a conhecer e assim obterem algumas oportunidades que na penumbra não teriam. Quanto à noite de hoje, em primeiro lugar não consigo encaixar a “coroa” que ela usou. Que coisa pirosa… Mas, de acordo com a apresentação dela certamente foi para podermos dizer ao comentá-la “A Inês, aquela que ia de coroa”, já que ela gosta de ser notada pela sua forma de vestir! De resto foi boa, fiel a si mesma, conseguindo fazer esquecer o original, tão emblemático.
Melina Pires: Não comentei a mini-gala de segunda, mas achei impressionante a forma como esta candidata conseguiu agarrar a música e fazer uma interpretação ainda melhor do que no domingo. Isto porque eu olhava para ela, para a forma como tremia e chorava e só pensava “A rapariga vai desfalecer… Está tão nervosa que nem vai conseguir abrir a boca!”, mas eis que provou que merecia ficar. E hoje? Tal como o júri sugeriu na semana passada, escolheu uma música interpretada por um homem, mas muito mel, muito melosa… Teria sido boa para última actuação, para me embalar antes de ir dormir. Mais que isso? Não me parece. E aparentemente também não pareceu ao público. Foi uma prestação apagadita, distante.
Filipe Pinto: Apesar de esta ser das actuações da noite que aguardo mais ansiosamente, começa a não me surpreender. A música era boa, a interpretação foi fantástica, e já se sabe que este é o estilo dele. Pronto, está bem. Mas, conforme já afirmei, chegando ao Ídolos em crise de identidade, o rapaz devia era explorá-la, experimentar outras coisas, ainda que lhes ponha o seu toque pessoal… Espero que siga a recomendação do Manuel Moura dos Santos. Quero surpresas da parte dele. Acho que só assim impressiona e conquista ainda mais fãs. Ou então é só mais uma actuação em que eu espero MUITO e recebo apenas mais do mesmo.
Diana Piedade: A Diana quando está maquilhada é outra. Eu sei que já tinha dito isto, mas até me recorda a Alicia Keys… Dá-lhe muito mais charme este estilo, por muito que ela adore as botas que hoje trocou com o Carlos! Considero que foi uma das actuações da noite, sem dúvida, e eu faço parte daquele grupo que até nem aprecia grandemente o tema. A verdade é que ela sabe impor-se e o rock está-lhe sangue!
Catarina Boto: Aqui no blog a escolha da Catarina foi das mais badaladas, tive que me conter para não dar de antemão o comentário que o Manuel Moura dos Santos acabou por fazer! Eu, quando soube da escolha, e enquadrando-a no seu estilo, confesso que não me surpreendi porque pensei que embora pegando numa banda clássica, o que realmente ela ia fazer era seguir a cover que a banda mais modernaça, “PussyCat Dolls” fizeram a este tema. E convenhamos que PCD é muito o estilo dela, mesmo “visualmente”. Na verdade, parece que não me enganei, ora comparem: http://www.youtube.com/watch?v=w37thYX6aYM
Ela foi boa, mas tinha estado a ouvir durante a tarde esta versão entoada pela Nicole Scherzinger e companhia, e achei que a versão da Catarina foi muito colada, além de gostar mais do tom da Nicole… Além disso, não achei assim tão extraordinário que ela sozinha cantasse um tema de 4, ou 5, ou 6! Teve um corito com ela e nas PCD, na verdade, praticamente só se ouve a Nicole. Ainda assim, sublinho, caso a minha opinião pareça muito crítica, que esteve bem!
A Queen B declara mais uma vez, com seriedade, que desta vez enviaria para casa precisamente quem foi enviado.
P.S.: Ouvi dizer que a vestimenta dos concorrentes é da sua própria responsabilidade, embora sejam aconselhados. É caso para dizer que alguns concorrentes deviam ser seriamente aconselhados no sentido de se favorecerem um pouco mais.
P.S. 2: Tenho delirado com os penteados da Medina. Ela é linda, sim. Mas desta vez o cabelo dela parecia um espanador! Digam lá…




















